Cryslan cobra explicações sobre R$ 16 milhões gastos com material que está parado nas escolas de São José

O vereador Cryslan de Moraes voltou a cobrar esclarecimentos da Prefeitura de São José sobre a contratação de materiais pedagógicos da empresa MindLab, que custou cerca de R$ 16 milhões aos cofres públicos. Segundo o parlamentar, parte significativa do material adquirido permanece sem utilização nas escolas da rede municipal.

A cobrança dá continuidade a uma atuação iniciada em 2023, quando Cryslan, juntamente com outros vereadores, protocolou uma representação no Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) questionando a contratação realizada pelo município. Na análise do processo, o próprio Tribunal apontou a inexistência de estudos prévios que demonstrassem que o método pedagógico e os materiais contratados eram a alternativa mais adequada para atender os estudantes da rede municipal.

Após novas ações de fiscalização, o vereador afirma ter constatado que grande parte dos materiais continua armazenada, sem utilização efetiva nas unidades de ensino.

“Estamos falando de um contrato de R$ 16 milhões realizado sem licitação. Além disso, não houve participação dos professores na escolha do material e agora encontramos parte desse investimento parado, sem cumprir a finalidade para a qual foi adquirido. É uma situação que precisa ser explicada à população”, afirmou Cryslan.

Para o parlamentar, o caso evidencia falhas de planejamento e levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos destinados à educação.

“Antes de investir milhões de reais, a Prefeitura deveria ter demonstrado a necessidade da contratação, ouvido os profissionais da educação e garantido que o material seria efetivamente utilizado pelos alunos. O que encontramos foi justamente o contrário”, destacou.

Cryslan afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências dos órgãos de controle para que sejam apuradas eventuais responsabilidades.

“Dinheiro da educação deve ser aplicado com planejamento, transparência e responsabilidade. Vamos seguir fiscalizando para evitar desperdícios e garantir que os recursos públicos sejam utilizados em benefício dos estudantes e da população de São José”, concluiu.

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