O vereador Cryslan de Moraes protocolou, no Senado Federal, um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
A denúncia aponta possível crime de responsabilidade e pede a apuração de fatos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o documento, mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, mencionariam o ministro em um contexto de apurações que estavam sob relatoria do próprio Toffoli.
Para Cryslan, o caso levanta dúvidas graves sobre imparcialidade, conflito de interesses e quebra de confiança institucional.
O pedido também cita uma viagem realizada em novembro de 2025, quando o ministro teria utilizado uma aeronave particular acompanhado de advogado ligado a executivos do banco. Outro ponto destacado é a decisão de impor sigilo amplo aos autos, o que, segundo a denúncia, teria dificultado o acesso de órgãos como a Polícia Federal e o Banco Central a informações relevantes.
Cryslan também solicitou que o Senado requisite à Polícia Federal a íntegra do laudo pericial citado no documento.
“Não se trata de erro judicial. Trata se de uma possível quebra de confiança e decoro que precisa ser apurada com seriedade. Ministro do Supremo também deve prestar contas quando há indícios graves envolvendo sua conduta”, afirmou Cryslan.
O vereador reforça que o impeachment de ministro do STF é um instrumento previsto na Constituição e não representa ataque às instituições. Pelo contrário, segundo ele, é justamente a aplicação dos mecanismos legais de responsabilização.
“Defender responsabilidade institucional não é atacar a democracia. É defender que ninguém está acima da lei”, completou.
Agora, cabe ao Senado Federal analisar o pedido e decidir sobre o andamento da denúncia.